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31/05/2004 - FIMAPEV confirma Divinópolis como capital mineira da moda - Números oficiais garantem nova realização no próximo ano

As maiores indústrias têxteis do país e as grandes empresas fornecedoras de produtos e máquinas, além de modernos processos tecnológicos e de gestão empresarial e financeira estiveram presentes na FimaPev 2004 – Feira Internacional de Máquinas e Produtos do Vestuário, que terminou na quinta-feira (27/05), no Pavilhão de Eventos do Centro Oeste de Minas.

Promovida pelo Sindicato das Indústrias do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd), em parceria com a Fiemg Regional Centro Oeste, Senai-MG, Sebrae-MG, Finep e Prefeitura, a Fimapev objetivou colocar as empresas de confecção da região em contato com as grandes organizações do setor no país. Segundo o presidente da Fiemg Regional, Afonso Gonzaga, a feira foi uma “prova de ousadia do empresariado confeccionista local que, a despeito das dificuldades, não mediu esforços para que ela acontecesse, proporcionando, com certeza, uma nova postura nas formas de comercializar produtos e de lidar com as novas tecnologias”.

Para o presidente do Sinvesd, Waldemar Raimundo Manuel, a Fimapev, que contou com as presenças de grandes nomes do mundo da moda, “é um divisor de águas para o nosso setor, onde teremos a oportunidade para questionar os processos e metodologias aplicados nas empresas”. Agradecido pela participação dos parceiros - além do Banco do Brasil e os Correios -, Waldemar conclamou a todos a “refazer modos de pensar e agir”.

Números finais - O sucesso da Fimapev, segundo os organizadores, está intrinsecamente ligado às negociações efetivadas. Os números finais confirmaram o êxito esperado. Após o encerramento da Fimapev, os organizadores e parceiros do evento, se reuniram para a soma dos negócios, que chegou a R$24milhões e 800, representados pela Roda de Negócios, promovida pelo Sebrae, e as negociações nos estandes. Um público de 10.000 pessoas circulou pelo local nos três dias de evento. Em 2005, Divinópolis abrigará a segunda edição, mas a intenção é transformar a Fimapev numa atração bianual, com foco centrado principalmente nas exportações. “Queremos, com esta experiência pioneira, conscientizar o empresário sobre a importância de conquistar o mercado externo.No próximo ano estaremos consolidando a idéia e, a partir das feiras seguintes, procuraremos fortalecer, a cada dois anos, os conceitos de produção e comercialização”, destacou Geraldo Passos. A Fimapev teve Afonso Gonzaga (Sistema Fiemg), Leonardo Mol (Sebrae), Waldemar Raimundo e Geraldo Passos (Sinvesd), como principais gestores.

Ações sociais - A tarefa de sensibilizar os futuros exportadores inclui também ações de cunho social. É o exemplo do parceiro Senai, que levou para a Fimapev uma demonstração do “Moda Solidária”. Um programa cuja finalidade é a fabricação, por alunos do curso de aprendizagem em Costura Industrial, de peças de vestuário destinadas a doações. Instituído há três anos, e desenvolvido no Centro Tecnológico de Confecção “Risoleta Neves”, de Divinópolis, o programa é responsável pela doação de 3,5 mil peças de roupas e 3,5 pares de sapatos para entidades de assistência social.

Aliada a esta atividade complementar, a Feira apostou no êxito das rodas de negócios, que colocaram frente a frente, grandes investidores e compradores nacionais e fornecedores regionais; do Fórum de Tendências (com a adição de desfiles de moda); das palestras sobre temas variados conduzidas por especialistas, do curso de Design da Moda ministrado pela Unifenas e da exposição do potencial das fábricas locais.

“Hoje, a empresa que não acompanhar o rumo do mercado e o valor da tecnologia está fadada ao fracasso; que esta seja a primeira de muitas feiras de confecção industrial que virão para elevar o nosso nome no cenário nacional”, assinalou o prefeito de Divinópolis, Galileu Teixeira Machado. Ou, como acrescentou o líder empresarial Afonso Gonzaga: “A Fimapev, fruto das convicções de toda uma região, sob o comando do Sinvesd, é um passo importante na nossa caminhada para transformar o Centro Oeste mineiro no maior pólo do setor confeccionista do país”. Em Minas Gerais, esta posição já é nossa, finalizou Gonzaga.

Histórico -O pólo de confecção do Centro Oeste mineiro surgiu há duas décadas, com o desdobramento de uma crise no ramo de fundição (historicamente, a grande mola-mestra da economia regional). “O segmento, pelo seu caráter emergencial, que praticamente forçou as pessoas a preocuparem-se com sua própria sobrevivência, nasceu desorganizado, sem maiores rigores nas práticas tecnológicas e de gestão”, explica o coordenador da Fimapev e consultor do Sinvesd, Geraldo Passos.

Hoje, a realidade mostra um quadro geral bem mais promissor. As fundições retomaram o caminho do progresso (o setor é um dos mais sólidos de Minas Gerais, com visível aprimoramento da qualidade produtiva e conquista de mercados externos), enquanto que as confecções adquiriram um nível de profissionalismo respeitável.

O Centro Oeste mineiro soma mais de duas mil indústrias do vestuário e cerca de 15 mil empregos, com taxas de crescimento acima da média estadual. São duas dezenas de cidades produzindo peças de confecção, com destaque para Divinópolis, que concentra a metade do parque fabril e se destaca como um dos principais pólos de vestuário do Brasil.

Fonte: William Monteiro/Guilherme Dionísio

 
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